O câncer colorretal reúne os tumores que surgem no cólon e no reto, regiões que fazem parte do intestino grosso. É uma das doenças oncológicas mais frequentes no Brasil e costuma ter melhores possibilidades de tratamento quando diagnosticada em fases iniciais.
O Dr. Marcel Autran atua no tratamento cirúrgico do câncer de cólon e reto, com realização de colectomias, ressecções retais e procedimentos oncológicos por abordagem aberta, laparoscópica ou robótica, conforme a indicação de cada caso. O planejamento considera localização do tumor, estágio da doença, exames de imagem, colonoscopia, biópsia e condições clínicas do paciente.
Câncer de cólon e câncer de reto: diferenças
Embora sejam agrupados sob o termo câncer colorretal, os tumores de cólon e reto têm diferenças importantes. A localização muda a estratégia cirúrgica, a necessidade de tratamento antes da cirurgia e os cuidados de preservação funcional.
Câncer de cólon
O câncer de cólon acomete o intestino grosso em regiões como cólon direito, transverso, esquerdo ou sigmóide. O tratamento cirúrgico geralmente envolve a retirada do segmento onde está o tumor, junto com vasos e linfonodos relacionados àquela área.
Esse procedimento é chamado colectomia. Pode ser realizado por via aberta ou por via minimamente invasiva (robótica), dependendo da localização, extensão da doença e segurança técnica.
Câncer de reto
O câncer de reto fica em uma região mais profunda da pelve, próxima a estruturas urinárias, sexuais e ao esfíncter anal. Por isso, a cirurgia costuma exigir planejamento ainda mais cuidadoso.
Dependendo da altura do tumor, podem ser indicadas cirurgias como ressecção anterior do reto, ressecção baixa ou amputação abdominoperineal. Em muitos casos, o tratamento pode envolver quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia.
Sinais de alerta e diagnóstico
O câncer colorretal pode ser silencioso no início. Quando surgem sintomas, eles não devem ser ignorados, especialmente se persistem ou aparecem sem explicação clara.
Sangramento nas fezes
O sangramento nas fezes pode ter várias causas, incluindo hemorroidas, fissuras e inflamações. Porém, também pode ser sinal de câncer colorretal. A diferenciação exige avaliação médica e, em muitos casos, colonoscopia.
Alteração do hábito intestinal
Mudança persistente no funcionamento do intestino, como diarreia, constipação, fezes mais finas ou sensação de evacuação incompleta, deve ser investigada quando não há causa evidente.
Dor abdominal e perda de peso involuntária
Dor abdominal frequente, perda de peso sem intenção, anemia, cansaço e redução do apetite podem aparecer em fases mais avançadas ou em tumores que já causam estreitamento intestinal.
Colonoscopia como padrão diagnóstico
A colonoscopia permite visualizar o intestino por dentro, identificar lesões suspeitas, retirar pólipos e realizar biópsias. Quando há suspeita de câncer colorretal, a biópsia confirma o diagnóstico e orienta as próximas etapas do tratamento.
Quando a cirurgia é indicada no câncer colorretal?
A cirurgia é uma etapa central no tratamento do câncer colorretal, especialmente nos estágios em que é possível remover o tumor com margens adequadas e avaliar os linfonodos.
No câncer de cólon, a cirurgia costuma ser o tratamento principal nos casos ressecáveis. Em alguns pacientes, a quimioterapia pode ser indicada depois, conforme o resultado anatomopatológico.
No câncer de reto, a estratégia pode ser diferente. Muitos casos exigem tratamento neoadjuvante, com quimioterapia, radioterapia ou combinação de terapias antes da cirurgia. Essa sequência pode ajudar a reduzir o tumor, melhorar as condições da ressecção e aumentar a chance de preservação funcional em casos selecionados.
A cirurgia robótica é considerada quando oferece segurança oncológica e benefício técnico. Em tumores de reto, a robótica pode auxiliar no acesso à pelve, uma região estreita e delicada.
Perguntas frequentes sobre câncer colorretal
Não é possível diferenciar com segurança apenas pelos sintomas. Hemorroidas podem causar sangramento, mas câncer colorretal também. Sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal ou anemia devem ser avaliados por médico. A colonoscopia é o exame que permite investigar a causa e realizar biópsia quando necessário.
Pode ter tratamento com intenção curativa, principalmente quando diagnosticado em estágios iniciais e quando o tumor pode ser removido completamente. A chance de controle depende do estágio, da localização, da presença de linfonodos comprometidos e da resposta aos tratamentos indicados.
A idade de início do rastreamento pode variar conforme diretriz, risco individual e histórico familiar. Algumas sociedades recomendam começar aos 45 anos para pessoas de risco médio, enquanto diretrizes brasileiras em discussão para rastreamento populacional consideram início aos 50 anos. Quem tem histórico familiar, sintomas ou doenças intestinais deve ser avaliado antes.
Sim. A possibilidade de cura depende da possibilidade de ressecção completa de todas as metástases (por meio de hepatectomia) e utilização de tratamento sistêmico (quimioterapia) efetivo. A localização e o número de metástases, por si só, não contraindicam o tratamento cirúrgico.