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Cirurgia de Whipple e outras cirurgias de pâncreas

Duodenopancreatectomia com preservação do estômago como padrão, pancreatectomias e enucleação, por via aberta ou robótica, em São Paulo.

O laudo fala em lesão na cabeça do pâncreas, e a palavra que aparece logo depois é Whipple. O nome técnico é duodenopancreatectomia, e é assim que o Dr. Marcel Autran se refere à cirurgia. Ela retira a cabeça do pâncreas, o duodeno, o canal da bile e a vesícula. Na conduta dele, o estômago é preservado como padrão, com uma técnica de reconstrução que ele mesmo publicou.

Antes de qualquer decisão, um desenho a lápis mostra a cabeça do pâncreas, a papila, o duodeno e o canal da bile: o que sai e o que fica.

Dr. Marcel Autran Cesar Machado · Médico · CRM-SP 70.330 · RQE 95617 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 956171 (área de atuação: Cirurgia Videolaparoscópica)
Mãos com luvas azuis seguram modelo anatômico do pâncreas, do duodeno e das vias biliares

Quando a cirurgia de pâncreas é indicada

A cirurgia de pâncreas é indicada principalmente para tumores da cabeça do pâncreas, da papila, do duodeno e da parte final do colédoco, chamados de periampulares. Também entram tumores neuroendócrinos e lesões císticas, como o IPMN, neoplasia que forma cistos nos canais do pâncreas. A indicação depende do tipo, do tamanho e da localização da lesão.

  • Tumores periampulares: Cabeça do pâncreas, papila, duodeno e parte final do colédoco.
  • Tumor neuroendócrino do pâncreas: Pode ser tratado com cirurgias menores, como a enucleação.
  • Lesões císticas e IPMN: Cistos com indicação cirúrgica definida pelos exames.

Leia também: Câncer de pâncreas: quando a cirurgia faz parte do tratamento

Como a cirurgia de pâncreas é feita

A cirurgia de pâncreas muda conforme o lugar da lesão. Na cabeça do órgão, a duodenopancreatectomia retira cabeça do pâncreas, duodeno, canal da bile e vesícula, e refaz as ligações com o intestino. No corpo e na cauda, a pancreatectomia retira essa parte. Tumores pequenos podem ser retirados sozinhos, na enucleação.

  • Duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple): Cabeça do pâncreas, duodeno, canal da bile e vesícula. O estômago é preservado como padrão.
  • Pancreatectomia do corpo e da cauda: Corpo e cauda do pâncreas. No tumor neuroendócrino, o baço é preservado quando o quadro permite.
  • Pancreatectomia central: O segmento do meio do pâncreas.
  • Pancreatectomia total: Todo o pâncreas.
  • Enucleação: Apenas o tumor, preservando o restante do órgão.

Tumor que encosta na veia nem sempre descarta a cirurgia: a veia mesentérica superior passa junto ao pâncreas, e o que conta é o grau do contato nos exames. Quando a veia porta ou a mesentérica estão envolvidas, a retirada e a reconstrução do vaso são avaliadas caso a caso e não garantem indicação cirúrgica.

O que acontece com o estômago na cirurgia de Whipple?

A cirurgia de Whipple não retira o estômago na conduta do Dr. Marcel Autran: a preservação é o padrão. Há uma variante que remove parte dele, a gastroduodenopancreatectomia. Para evitar o esvaziamento lento do estômago depois da preservação, ele publicou uma técnica própria de reconstrução da ligação entre o duodeno e o intestino.

É preciso colocar prótese na via biliar antes da cirurgia?

A prótese (stent) ou o dreno no canal da bile antes da cirurgia de pâncreas não entram como rotina na conduta adotada no consultório, pelo risco de infecção que levam para a operação. A icterícia, o amarelamento da pele e dos olhos causado pelo tumor, não obriga a drenagem por si. Cada caso é avaliado antes da decisão.

Como é a recuperação depois da cirurgia de pâncreas

A recuperação da cirurgia de pâncreas é contada até a alta, e não pelas horas na sala de operação: uma cirurgia mais curta que termina em complicação significa mais tempo internado. O tempo de internação e de volta à alimentação varia com a extensão da cirurgia e a evolução de cada paciente, e depende de critérios clínicos.

A cirurgia dispensa a quimioterapia?

A cirurgia de pâncreas não dispensa a quimioterapia no câncer: retirar o tumor não encerra o tratamento. O oncologista clínico indica e conduz os medicamentos, antes ou depois da operação, e as duas especialidades definem juntas a sequência de cada caso. Quando a cirurgia não é possível naquele momento, a quimioterapia vem antes e o caso é reavaliado.

Quando procurar avaliação para cirurgia de pâncreas?

A avaliação para cirurgia de pâncreas é indicada quando um exame de imagem mostra lesão na cabeça do pâncreas, na papila ou no duodeno, quando surge icterícia sem causa definida ou quando o laudo traz as palavras irressecável ou limítrofe. Rever os exames com o cirurgião ajuda a definir se há indicação e em que momento.

Cirurgia de pâncreas com o Dr. Marcel Autran

O Dr. Marcel Autran tem certificação em cirurgia robótica desde 2008 e opera no Sírio-Libanês, no Nove de Julho, no Oswaldo Cruz e no Albert Einstein. Entre as publicações dele estão a técnica de reconstrução usada na preservação do estômago e um estudo sobre colangite tardia depois da duodenopancreatectomia. Cirurgia abdominal aberta anterior não impede, por si, a via robótica.

Reúna laudos e exames de imagem antes da consulta.

Perguntas frequentes sobre cirurgia de pâncreas

Pode, em casos selecionados. Na laparoscopia assistida por robô, o cirurgião comanda as pinças e o robô reproduz os movimentos em escala menor; a técnica permite precisão. A indicação depende do tumor, da relação com os vasos e das condições clínicas.

Não há número fixo. A internação depende da extensão da cirurgia, da volta da alimentação e da ausência de complicações, e a alta segue critérios clínicos. Na conduta do Dr. Marcel Autran, a recuperação é contada até a alta, e não pelas horas na sala de operação.

Nem sempre. Na duodenopancreatectomia, o baço não é retirado. Na cirurgia do corpo e da cauda, depende do tumor: no câncer, o baço costuma sair junto; no tumor neuroendócrino, é preservado quando o quadro permite. Na enucleação, só o tumor é retirado e o restante do órgão é preservado.

Pode, em casos selecionados. Uma cirurgia abdominal aberta anterior não impede, por si, a via robótica na cirurgia de pâncreas. As aderências deixadas pela operação antiga entram no planejamento, junto com o tipo e a localização da lesão, e a indicação é decidida caso a caso, depois da revisão dos exames de imagem.

Quanto antes avaliarmos, melhor o planejamento.

Dr. Marcel Autran Cesar Machado · MÉDICO · CRM-SP 70.330 · RQE 95617 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 956171 (área de atuação: Cirurgia Videolaparoscópica)

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta médica.