O Dr. Marcel Autran, cirurgião do aparelho digestivo em São Paulo, avalia se o tumor pode ser operado e planeja a cirurgia com preservação do estômago como padrão.
Muitos pacientes chegam ao consultório com o laudo na mão e a palavra irressecável na cabeça. Antes de aceitar ou descartar essa conclusão, é preciso rever os exames e entender o que, exatamente, impede ou permite a cirurgia.
Câncer no pâncreas é grave?
Sim. O câncer de pâncreas normalmente não dá sinais nos estágios iniciais e tem alta taxa de mortalidade em razão do diagnóstico tardio, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A cirurgia também é de alta morbimortalidade, ou seja, tem risco relevante de complicações, e o planejamento individualizado existe para reduzir esse risco.
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Que sinais levam à investigação?
Os sinais variam conforme a parte do pâncreas afetada. O tumor da cabeça do pâncreas pode causar icterícia, com pele e olhos amarelados e urina escura. Perda de peso sem explicação, dor que irradia para as costas e diabetes que surge de repente também levam à investigação.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), perda de peso, falta de apetite, dor abdominal, dores nas costas, urina escura e pele e olhos amarelados estão entre os sinais do câncer de pâncreas.
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Quais tumores no pâncreas podem ser benignos?
Nem todo tumor no pâncreas é câncer: há lesões císticas, como a neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN), e tumores neuroendócrinos de comportamento variado. Mesmo nesses casos, a cirurgia pode ser indicada, e a extensão do que é retirado pesa na qualidade de vida depois da operação.
O Dr. Marcel Autran mantém a preservação do estômago como padrão na cirurgia da cabeça do pâncreas, o que poupa pacientes, muitas vezes jovens, com tumores benignos. Nos neuroendócrinos do corpo e da cauda, o baço é preservado quando a lesão permite, e parte dos casos se resolve retirando só o tumor (enucleação).
Como se chega ao diagnóstico?
O diagnóstico do câncer de pâncreas combina exames de sangue, tomografia, ressonância das vias biliares e do pâncreas e, quando necessário, biópsia. Para a cirurgia, a pergunta central é a relação do tumor com as veias e artérias da região: é ela que define se a retirada é possível.
A cabeça do pâncreas divide espaço com a papila, o duodeno e o canal da bile. Para mostrar por que a cirurgia retira mais do que o tumor, o Dr. Marcel Autran desenha a região a lápis na consulta.
Quais cirurgias tratam o câncer de pâncreas?
A cirurgia do câncer de pâncreas depende da parte do órgão afetada. Na cabeça do pâncreas, a operação é a duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple), com preservação do estômago como padrão. No corpo e na cauda, retira-se essa parte do órgão. Em casos selecionados, ambas são feitas por laparoscopia assistida por robô.
- Duodenopancreatectomia com preservação do estômago: Retira a cabeça do pâncreas, o duodeno, a vesícula e a parte final do canal da bile.
- Cirurgia do corpo e da cauda, ou enucleação: Com preservação do baço quando a lesão permite.
Câncer de pâncreas tem cura?
O câncer de pâncreas pode ser retirado por completo em parte dos casos, e a cirurgia é a base do tratamento, junto com a quimioterapia. Nem todo tumor pode ser operado, e essa definição depende também da experiência de quem avalia e da estrutura do hospital. Quando a cirurgia não é possível naquele momento, há tratamento oncológico e nova avaliação.
Tumor em contato com a veia porta ou a mesentérica superior não está, só por isso, fora da cirurgia. Em casos selecionados, o trecho da veia sai junto com o tumor e é reconstruído. A possibilidade é avaliada caso a caso e não garante indicação cirúrgica.
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Quando procurar avaliação cirúrgica para câncer de pâncreas?
A avaliação cirúrgica para câncer de pâncreas faz sentido assim que um exame mostra lesão no órgão, quando aparece icterícia, quando um cisto do pâncreas cresce ou quando o paciente ouviu que o tumor é irressecável. Levar laudos, imagens e exames laboratoriais acelera o planejamento.
Avaliação do câncer de pâncreas com o Dr. Marcel Autran
Os tumores da cabeça do pâncreas, do duodeno e da papila estão no centro da prática do Dr. Marcel Autran. A conduta segue a tese que ele publicou em 2024 nos Annals of Surgical Oncology, em estudo sobre duodenopancreatectomia robótica: aumentar a complexidade das cirurgias, diminuindo as complicações.
Reúna laudos e exames antes da consulta.
Perguntas frequentes sobre câncer de pâncreas
Não necessariamente. A cirurgia de Whipple tem duas formas: uma retira parte do estômago e outra o preserva. A preservação do estômago é o padrão adotado pelo Dr. Marcel Autran, com uma técnica de reconstrução que ele publicou para reduzir o esvaziamento lento do estômago.
Não como rotina. A drenagem das vias biliares antes da operação traz risco de infecção e, por isso, não entra como padrão no planejamento da cirurgia. A decisão considera o quadro clínico e os exames de cada paciente. Quando o paciente já chega drenado, esse risco entra no planejamento.
Em casos selecionados, sim. A cirurgia robótica é uma laparoscopia assistida por robô. Nesses casos, permite precisão. A indicação é definida caso a caso, considerando o tipo e a localização do tumor, a relação com as veias e artérias da região e as condições clínicas do paciente.
Nem sempre. Lesões císticas, como a neoplasia mucinosa papilar intraductal (IPMN), têm a indicação cirúrgica definida pelos exames de imagem, que mostram tamanho, localização e mudança ao longo do tempo. O cisto que cresce pede avaliação cirúrgica. Quando a cirurgia é indicada, a extensão do que é retirado pesa na qualidade de vida depois da operação.
Quanto antes avaliarmos, melhor o planejamento.
Dr. Marcel Autran Cesar Machado · MÉDICO · CRM-SP 70.330 · RQE 95617 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 956171 (área de atuação: Cirurgia Videolaparoscópica)
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta médica.