Das doenças da vesícula ao colangiocarcinoma, por via aberta ou robótica, em São Paulo.
As vias biliares são os canais que levam a bile do fígado até o intestino, com a vesícula no meio do caminho. Quando um tumor, um estreitamento ou um cisto bloqueia essa passagem, a bile se acumula e aparece a icterícia, o amarelamento da pele e dos olhos. Em geral, é com esse quadro já diagnosticado que o paciente chega ao consultório do Dr. Marcel Autran, perguntando se o caso é de cirurgia.
Quando a cirurgia de vias biliares é indicada
A cirurgia de vias biliares é indicada para tumores dos canais da bile, como o colangiocarcinoma, para estreitamentos que bloqueiam a passagem da bile, para o cisto de colédoco e para cálculos na vesícula. A decisão depende da causa da obstrução, do ponto do canal atingido e das condições clínicas de cada paciente.
- Colangiocarcinoma peri-hilar (tumor de Klatskin): Tumor que nasce na junção dos canais da bile, na entrada do fígado.
- Tumor do colédoco distal: Na parte final do canal, junto ao pâncreas. É tratado com duodenopancreatectomia.
- Estreitamento depois de lesão da via biliar: Cicatriz que fecha o canal, em geral depois de uma retirada de vesícula.
- Cisto de colédoco: Dilatação congênita do canal da bile.
- Cálculos na vesícula: Retirada da vesícula por laparoscopia.
Leia também: Câncer de fígado: colangiocarcinoma, metástases e a avaliação para cirurgia
Como a cirurgia de vias biliares é feita
A cirurgia de vias biliares retira o trecho doente do canal da bile e refaz a passagem da bile para o intestino com uma anastomose biliodigestiva em Y de Roux, a ligação do canal a uma alça do intestino. No tumor de Klatskin, a retirada inclui parte do fígado, a hepatectomia. A vesícula é retirada por laparoscopia.
A via robótica, uma laparoscopia assistida por robô, é indicada em casos selecionados e aparece nas publicações do Dr. Marcel Autran: hepatectomias robóticas para colangiocarcinoma peri-hilar, inclusive depois de quimioterapia. Na retirada da vesícula por laparoscopia, ele usa pinças de 2 milímetros, forma que adota há cerca de 18 anos.
Quem está com icterícia precisa drenar a bile antes da cirurgia?
Quem tem icterícia não precisa, por regra, drenar a bile antes da cirurgia de vias biliares. A drenagem pré-operatória não é rotina na conduta adotada no consultório, porque dreno e prótese podem levar bactérias aos canais da bile. Quando o paciente já chega drenado, esse risco de infecção entra no planejamento da operação.
Como é a recuperação da cirurgia de vias biliares
A recuperação da cirurgia de vias biliares varia com o tipo de operação. A retirada da vesícula por laparoscopia é de menor porte; a retirada do canal da bile com parte do fígado e reconstrução exige internação mais longa e acompanhamento próximo. Os prazos são estimativas e dependem de critérios clínicos e da evolução de cada paciente.
O desenho a lápis feito na consulta mostra, antes da operação, o fígado, os canais da bile, o trecho que será retirado e o caminho por onde a bile voltará a chegar ao intestino.
Obstrução das vias biliares tem cura?
A obstrução das vias biliares pode ser resolvida em parte dos casos, mas a resposta depende da causa. Cálculo, estreitamento benigno e tumor seguem caminhos diferentes, e nem todo tumor dos canais da bile pode ser operado. Quando a cirurgia não é possível naquele momento, há tratamento oncológico e nova avaliação, definidos em conjunto com o oncologista.
Quando procurar avaliação para cirurgia de vias biliares?
A avaliação para cirurgia de vias biliares é indicada quando surge icterícia, quando o exame de imagem mostra dilatação ou lesão nos canais da bile, quando há cisto de colédoco ou quando a bile deixou de passar depois de uma retirada de vesícula. Levar laudos e imagens à consulta permite rever o ponto exato da obstrução.
Cirurgia de vias biliares com o Dr. Marcel Autran
As teses de doutorado e de livre-docência do Dr. Marcel Autran na USP e a especialização na Université de Rennes, na França, trataram da cirurgia do fígado, que divide com as vias biliares boa parte destas operações. Ele tem certificação em cirurgia robótica desde 2008 e opera no Sírio-Libanês, no Nove de Julho, no Oswaldo Cruz e no Albert Einstein.
Reúna laudos e exames de imagem antes da consulta.
Perguntas frequentes sobre cirurgia de vias biliares
O tumor de Klatskin é um colangiocarcinoma que nasce na junção dos canais da bile, na entrada do fígado. Por estar nesse ponto, a cirurgia costuma exigir a retirada de parte do fígado junto com o canal da bile e a reconstrução da passagem da bile para o intestino. A indicação é definida depois da avaliação dos exames.
Em casos selecionados, sim. A cirurgia robótica é uma laparoscopia assistida por robô e pode ser usada inclusive em hepatectomias para colangiocarcinoma. A escolha entre via aberta e robótica depende da extensão da cirurgia, da localização da lesão e das condições clínicas do paciente.
Em parte dos casos, sim. O estreitamento cicatricial que se forma depois de uma lesão do canal da bile pode ser tratado com a retirada do trecho estreitado e a reconstrução da passagem da bile para o intestino, por anastomose biliodigestiva. A indicação depende do ponto e da extensão da lesão, avaliados nos exames.
O cisto de colédoco, dilatação congênita do canal da bile, está entre as indicações de cirurgia de vias biliares. A operação retira o trecho doente do canal e refaz a passagem da bile para o intestino com uma anastomose biliodigestiva, a ligação do canal a uma alça do intestino. A indicação e o momento da cirurgia são definidos depois da avaliação dos exames de imagem.
Quanto antes avaliarmos, melhor o planejamento.
Dr. Marcel Autran Cesar Machado · MÉDICO · CRM-SP 70.330 · RQE 95617 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 956171 (área de atuação: Cirurgia Videolaparoscópica)
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta médica.