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Cirurgia robótica:
o que é e como funciona?

Cirurgia robótica é o nome popular da cirurgia laparoscópica assistida por robô. Por pequenas incisões no abdome entram uma câmera e instrumentos articulados, e o cirurgião conduz a operação a partir de um console, com imagem tridimensional ampliada. O robô não tem autonomia: repete, em escala menor, os movimentos das mãos de quem opera.

Como funciona a cirurgia robótica

A cirurgia robótica funciona como uma laparoscopia com instrumentos que dobram como um punho. Sentado no console, o cirurgião movimenta os controles, e o sistema transfere o gesto para as pinças dentro do abdome, com filtro de tremor e amplitude reduzida. A câmera amplia a imagem e permite suturas em espaços pequenos, perto de vasos e canais.

Cirurgia robótica é uma especialidade médica?

Cirurgia robótica não é especialidade médica e não tem registro próprio de especialista. A Resolução CFM nº 2.330/2023, que relaciona as especialidades e áreas de atuação reconhecidas, não inclui a robótica. O cirurgião precisa do título na especialidade da operação e de certificação na plataforma, concedida pelo fabricante depois de treinamento e cirurgias supervisionadas.

No aparelho digestivo, o robô faz parte da videolaparoscopia. A titulação do Dr. Marcel Autran junta as duas pontas: especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo (RQE 95617), com área de atuação em Cirurgia Videolaparoscópica (RQE 956171) e certificação em cirurgia robótica desde 2008.

Onde a cirurgia robótica entra no aparelho digestivo

A via robótica é usada em casos selecionados de cirurgias complexas. Na prática do consultório, isso quer dizer pâncreas, fígado e vias biliares, como a duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple) e a retirada de tumores dos canais da bile. Na vesícula e no apêndice, a laparoscopia convencional segue como via.

Leia também: Cirurgia robótica em fígado, pâncreas e vias biliares

A cirurgia robótica elimina os riscos da cirurgia?

A cirurgia robótica não elimina os riscos de uma operação: ela muda o caminho de acesso, não a doença nem a extensão do que precisa ser retirado. Em casos selecionados, permite precisão. A escolha entre robô e cirurgia aberta é definida na avaliação de cada caso, com os exames em mãos.

Cirurgia robótica em fígado, pâncreas e vias biliares

Em que casos o robô entra e como a via é decidida na consulta.

Cirurgias de pâncreas

Cirurgia de Whipple e outras cirurgias do pâncreas.

Cirurgias de vias biliares

Tumores, estreitamentos e cistos do canal da bile.

Cirurgias de fígado, pâncreas e vias biliares

Visão geral das cirurgias e das doenças que levam a elas.

Perguntas frequentes sobre cirurgia robótica

É um tipo de laparoscopia. As incisões são pequenas, como em qualquer cirurgia laparoscópica; o que o robô acrescenta são os instrumentos articulados e o console de onde o cirurgião comanda a operação. O robô não tem autonomia: repete, em escala menor, os movimentos das mãos de quem opera.

O método começou a ser usado no país em 2008. É também o ano da certificação do Dr. Marcel Autran em cirurgia robótica. Ele é coautor de “Cirurgia Abdominal por Robótica: Experiência Brasileira Inicial”, publicado nos Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva em 2013.

Só a avaliação do caso responde. Laudos e exames de imagem mostram o tipo e a localização da lesão, e a indicação considera a extensão da cirurgia e as condições clínicas do paciente. A consulta revê os exames um a um antes de definir entre a via robótica e a cirurgia aberta.

Dr. Marcel Autran Cesar Machado · MÉDICO · CRM-SP 70.330 · RQE 95617 (Cirurgia do Aparelho Digestivo) · RQE 956171 (área de atuação: Cirurgia Videolaparoscópica)

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta médica.